Antigamente, a tradição era pedir a mão da noiva ao Pai da mesma... Coisas que se faziam quando se namorava à janela durante um mês e se casava logo no seguinte!
Depois o que era bonito era que o anel de diamante (que tem de ter muitos amiguinhos ao seu lado, como diz uma prima minha), fosse o de familia... passa da avôzinha, para a mâezinha e depois para a filhinha!
O buquet da noiva teria de ter espigas para dar o "pão" todo o ano (o meu até tinha); Cor vermelha (ou para os lisboetes, "encarnado") para da amor toda a vida (no meu nem pensar, se fosse de cor só entrava o azul Portista); O vestido não podia ter péloras pois dizem as más linguas que dá azar; A noiva deverá ter que levar um objecto emprestado, um oferecido e um azul, como o ligueiro que não pode faltar;
Tanta tradição... uma noiva realmente sofre!
Já o noivo, como diz lá em casa o "Patrão", é o emplastro que não serve para nadinha... só para fazer companhia do album fotográfico! (Realmente as atenções são à volta das noivas...)
Tradição diz também que o ramo da noiva deve ser oferecido a um santinho qualquer... O meu tá mesmo numa caixa de sapatos, sequinho que nem um carapau e com um grande cheiro a rosas centenárias!
O véu terá de ser posto na frente da cara da noiva, tipo mosquiteiro... ; Os padrinhos deverão ir de fraque e as madrinhas vestidas da mesma cor, tipo casamento americano...
Tanta boa regra, tirando já as de etiqueta, complectamente tontas quando o objectivo é um dia divertido, que no final e resumido em miúdos, o nosso dia passa num flash!
Sabe sempre a pouco... e por falar em saborear e em tradições, ontem comemos o nosso bolo de casamento mais uma vez. Esse desgraçado que teve um ano no congelador à espera de ser novamente saboreado!
Após um ano certinho, tava mesmo bom! Até lambi os dedos!...
Ora aqui está uma tradição que dizem que dá boa sorte... mas esta vale apena! Lembramo-nos do bom sabor que têm estes bolos e, enchemos a barriguinha com as fantásticas recordações que temos deste dia!




